Hipnose Clínica

       Para médicos, psiquiatras, psicólogos, odontólogos, ginecólogos, obstétras, anestesiólogos, cirujanos, radiólogos, médicos de familia, médicos generalistas, pediatras, enfermeras y estudantes.

CURSO DE INDUÇÃO HIPNÓTICA INSTANTÂNEA
 
 
Prontamente em sua cidade - em qualquer capital ou polo regional do Brasil

Seminário para aprender a técnica de Indução Hipnótica Instantânea (90 segundos). Aplicações da Hipnose Clínica em Medicina, Psicologia, Odontologia. 

          Ministrado por Especialista dos Estados Unidos.

                                               Informações:   
  
                                  
Objetivos do curso

Este curso tem por objetivo oferecer uma resumo da Hipnose Moderna, bem como, as técnicas de indução rápida e efetiva.

Em destaque a Técnica de Indução Instantânea, desenvolvida pelo doutor Néstor Cotta, através da qual é possível levar o paciente a um estado de hipnose em menos de 90 segundos.

O curso destina-se a médicos (psiquiatras, anestesistas e especialistas medicos de outras áreas), psicólogos, dentistas, e profissionais afins, que praticam ou estudam, ou têm interesse em aprender as modernas técnicas da Hipnose.

                     Avanços da Hipnose

Na década anterior ocorreu nos Estados Unidos uma verdadeira explosão de interesses pelas funções científicas e clínicas da hipnose.

Essa tendência foi legitimada pelas evidências de que a hipnose pode aumentar a efetividade dos tratamentos cognitivos de uma variedade de desordens.

Apesar desses avanços, na minha opinião alguns países continuam com os mitos e percepções equivocadas sobra a hipnose e suas aplicações.

Espero que este curso cumpra a dupla função de desmistificar e legitimar as técnicas de hipnose, tanto para os profissionais que não estão familiarizados com elas, como para os terapêutas que conhecem as suas virtudes.

Também é nosso propósito dar uma idéia geral de quando é apropriado aplicar a hipnose, que estratégia o profissional deve seguir e quais são os riscos que ela apresenta.

Porém, este curso estará, necessariamente, limitado em profundidade devido às suas características e duração.

Talvez façamos realidade o nosso sonho de que cursos completos de hipnose clínica sejam incorporados nos programas docentes de pós-graduação nas Escolas de Medicina e de Psicologia dos países hispanoamericanos.

Avaliação, aplicações e considerações de tratamentos

Desde o começo da história da humanidade, utilizam-se procedimentos que hoje em dia se põe a etiqueta de “sugestivos”, para tratar uma variedade de perturbações psicológicas e condições fisiológicas (Gravitz, 1991; Spanos & Chávez, 1991).

As mudanças aparentemente mágicas e dramáticas que experimentaram os sujeitos hipnotizados, transformados em aparência, experiências e condutas foram responsáveis pelo amplo e generalizado interesse pela hipnose, como um catalizador dos tratamentos de tipos psicológicos e fisiológicos.

Hoje, nos Estados Unidos a hipnose conta com uma grande popularidade (Lynn &Rhue, 1991) 

Não somente uma grande quantidade de profissionais de saúde mental aplica a hipnose regularmente, para tratar uma grande variedade de problemas (Kraft & Rudolfa, 1982; Rhue, Lynn & Kirsch, 1993), como também, ela evoluiu para a corrente principal da psicologia.

Esta última observação se evidencia com o grande número de artigos que têm sido publicados nos últimos tempos, dentro de uma ampla gama de disciplinas (Nash, Minton & Baridge, 1988).

Houve também um cruzamento entre os domínios clínicos e investigativos (Fromm & Nash, 1992), onde o enfoque hipnótico (Rhue et al., 1993), se cruza com a teoria (Lynn & Rhue, 1991 a).

Da mesma forma que a especialidade de hipnose clínica amadureceu, vem crescendo também o consenso do que é a hipnose, do que não é a hipnose e de como a hipnose pode ser utilizada para modificar as experiências e condutas (Vea a Krsch & Lynn, 1995).

Talvez o ponto fundamental onde há virtualmente um consenso é de que a hipnose não é um tratamento em si. A hipnose é uma técnica especializada, que pode ser utilizada como um complemento em um tratamento médico e psicológico.

Na minha opinião, a hipnose é como um bisturi cirúrgico. O bisturi é utilizado para se abrir, extrair órgãos doentes e implantar órgãos ou próteses sadias.

A hipnose é o bisturi do terapeuta, que permite “abrir” o subconsciente do paciente (o disco rígido do computador mental), remover associações traumáticas e colocar informações saudáveis.

Isto se consegue com um tempo recorde se comparado com o tempo que demoram as terapias tradicionais conscientes, onde o teraputa tem que contar com a participação consciente do sujeito, suas análises, seus objetivos etc.

Se levarmos em conta que quando o paciente se senta na frente de um terapeuta já vem com a sua capacidade de análise “perturbada” por um sentimento de ansiedade, de incapacidade ou depressivo, é fácil imaginar que as possibilidade de cura imediata do paciente a nível consciente são remotas.

Com o “bisturi hipnótico” o terapeuta acessa, localiza e “extrai” a causa do problema. É por isso que com o “bisturi” hipnótico o terapeuta é capaz de “remover” uma impotência psicológica de 15 anos em 30 minutos. Também é capaz de remover uma fobia de 10 anos em três sessões, ou de remover um hábito de fumar de 30 anos em uma sessão !

                                                 Variedade de psicoterapias

Da mesma forma, o “bisturi hipnótico” pode ser utilizado dentro ou em conjunto com uma grande variedade de psicoterapias. Por exemplo: podemos falar de hipnoterapia psicoanalítica, hipnoterapia racional-emotiva, hipnoterapia Ericksoniana etc.

Às vezes, um mesmo caso pode ser analisado de múltiplas visões terapêuticas. Desta forma, a hipnose é vista hoje em dia como uma “adição” aos tratamentos médicos e psicológicos.

                     Fatores que influem na indução hipnótica

Observações empíricas demonstram que o paciente responde à sugestão hipnótica dependendo das seguintes variedades:

- Atitude, crenças e esperanças a respeito da hipnose

- Habilidade do paciente para “fantasear” e de ficar  absorto em algo;

- Habilidade do terapeuta de estabelecer com o paciente uma relação de confiança;

- Habilidade do paciente para interpretar corretamente as sugestões e imaginar as respostas exitosamente;

- O quanto é apropriado o método terapêutico e las sugestões para tratar o problema em questão.

Muitos pacientes pensam que a hipnose é algo que se faz a eles, ao invés de reconhecer que a hipnose é algo feito para eles.

Em minhas experiências, dentro do processo de indução hipnótica, o operador representa 10% da gestão e o paciente representa os 90%.

No mecanismo de entrar em transe por aprendizagem, o paciente aprende a entrar em transe, e de fato a autohipnose ampliamente conhecida se produz no paciente só em sua casa, sem a participação física do terapeuta.

Da mesmo forma, pode-se dizer que um terapeuta sem conhecimentos de indução dificilmente poderá ensinar ao paciente como ele deve fazer para entrar em transe hipnótico.

                                   Paciente preserva o controle

Também existem falsas crenças, que afirmam que a pessoa hipnotizada perde o controle e que se pode obrigá-la a dizer ou fazer o que o terapeuta queira. Isto é falso.

O paciente mantém o seu ouvido ativo. Já se fizeram múltiplas experiências em universidades, hipnotizando estudantes femininas e induzindo-as, por exemplo, a que se despissem. Resultados: algumas se mantiveram em transe e não obedeceram e outras não obedeceram e saíram do transe .

Na relação com os meus pacientes, antes de proceder a indução eu explico que eles sempre estarão com o controle e que sairão do transe a qualquer momento que desejarem.

O terapeuta deve decidir: se em qualquer momento e por qualquer razão você sente desejo de sair do transe, somente conte mentalmente até o número cinco, mova a sua perna direita e diga a si mesmo : “saio do transe”.

E você estará imediatamente alerta e em total autocontrole.

Há casos, por exemplo, em que o paciente sofre de uma pressão arterial baixa, durante o transe experimenta uma baixa tensão e se sente mal e o terapeuta desconhece o que está se sucedendo.

Em casos desse tipo o paciente faz uso dessa sugestão e sai do transe.

                                  Falsas crenças

Devido a shows de teatro e de televisão, onde se aplicam a hipnose como diversão, o público assumiu como verdadeiras algumas crenças falsas sobre hipnose, tais como:

- O paciente não pode sair do transe hipnótico.     Falso.

No pior dos casos, em que o paciente se esqueça de como sair por si próprio do transe, e que o terapeuta por razões alheias à sua vontade não consegue tirá-lo do transe, o paciente passará automaticamente de um sono hipnótico e fisiológico e despertará sozinho.

         - Somente as pessoas débeis de caráter são hipnotizáveis. Falso.

(Barber, 1969), (Kirsch et al., 1993). Não há uma correlação positiva entre a inteligência de uma pessoa e sua suscetibilidade à hipnose. Somente pessoas inteligentes, porém que sejam exageradamente analíticas oferecem resistência a aprenderem a entrar em transe na primeira sessão. Por isso, podem necessitar de mais sessões. Isto ocorre porque a capacidade de análise se encontra na memória consciente, impedindo o contato com o seu inconsciente.

- A pessoa, sem intervenção do terapeuta, não será capaz de recordar o ocorrido durante o transe. Falso.

A amnésia espontânea é muito rara. A amnésia pode ser induzida
(Simon & Salzberg, 1985).

           - O paciente durante a hipnose está dormindo. Falso.

A mostra encefalográfica (EEG) de um paciente hipnotizado mostra a onda Alfa. A onda Theta quando a pessoa se encontra em sono fisiológico é de outra freqüência mais lenta que a Alfa. E a onda Beta - quando a pessoa está desperta - é mais rápida que a Alfa.

Em estado de hipnose, a pessoa eletroencefalograficamente não está nem dormindo, nem desperta. O sujeito tem inibida a maior parte de sua consciência, exceto a audição.

É pelos ouvidos que o operador se comunica para “extrair” as informações negativas e “introduzir”informações positivas. O fato de que os ouvidos se mantêm ativos é que não causa diferença no EEG. Ao manter seus ouvidos ativos, o paciente “sabe” o que lhe estão sugerindo. Se lhe sugerem que execute ou faça algo contra os seus princípios ele não o faz.

Não se pode, por exemplo, se hipnotiza um delinqüente e obrigá-lo a narrar informações acerca de um delito. Ele simplesmente não libera esta informação.

Quando um paciente, voluntariamente, aceita ser hipnotizado, para superar um problema que lhe aflija, então ele permite o acesso a essa informação em seu subconsciente e se produz a cura.

                       - A hipnose é uma prática perigosa. Falso.

A hipnose não é uma prática perigosa, quando praticada por profissionais devidamente treinados (Lynn, Martin & Fraumann, 1996).

                      - Funcionam somente as sugestões diretas. Falso.

Tanto as diretas como as mais indiretas ou permissivas funcionam (Lynn, Neufeld & Mare, 1993).

- Há que se fazer um relaxamento total do paciente para que  ele entre em estado de transe hipnótico. Falso.

Induções que enfatizam estar alerta só são efetivas como aquelas que promovem relaxamento. (Lynn, Neufeld & Mare, 1993).

        - A suscetibilidade hipnótica não pode ser melhorada. Falso.
A suscetibilidade pode ser modificada e melhorada. (Gfeller, 1993).

                    PORQUÊ APLICAR A HIPNOSE ?

Entre as razões pelas quais se empregam técnicas hipnóticas, se encontram as seguintes:

                       A hipnose fortalece a estrutura

O paciente se “separa”do mundo exterior e dedica toda a sua atenção para as sugestões terapêuticas.

A hipnose permite enfocar em pensamentos, imagens e sentimentos que foram “selecionados”pelo terapeuta, porque se ajustam às necessidades do paciente.

Não é novidade que os pacientes conseguem profundas trocas rápidas, afetivas e perceptivas.

                         O terapeuta como maestro

Antes da terapia, o profissional deve explicar as funções da mente consciente e subconsciente.

Deve explicar que a memória consciente é uma memória que permite “extrair” informações da mente subconsciente. Por exemplo: o paciente se chama Carlos, e que também permite a “entrada” de informação nova, como por exemplo: o novo vizinho é o paciente e se chama Mário. Mesmo com o consciente fazendo uso da vontade, é muito difícil apagar a informação da memória subconsciente.

Em outras palavras, mesmo que o paciente faça uso de toda a sua força de vontade, será impossível apagar voluntariamente o seu nome de sua memória. É muito difícil ele se esquecer que se chama Carlos.

                                           Traumas

Os traumas são associações patológicas que também se encontram memorizadas na memória subconsciente, no “disco rígido do computador mental”.

Exemplo: uma moça foi violentada sexualmente em sua infância. A experiência foi desagradável. Por isso, ela associa ansiedade e medo ao estímulo do sexo.

Agora ela é adulta, e quando se apresenta o estímulo do sexo de seu noivo ou esposo, sai a informação associada a este evento com o subconsciente dela, que é de medo. Como uma pessoa em estado de ansiedade e medo não pode Ter orgasmo, então estamos na presença de uma dama frígida.

A hipnose também permite fazer uma regressão na idade, até o momento do trauma, e remover essa associação sexo-ansiedade, e curar a paciente.

                                 Condicionamentos

O paciente deve entender que os humanos se comportam de acordo com a informação que foi colocada em seu subconsciente, sem levar muito em conta a lógica. Quando há uma conduta inadeqüada e ilógica, como ocorre na maioria das condutas patológicas, esta não pode ser modificada a partir do consciente, conversando ou persuadindo. Sequer basta que o paciente entenda a causa de seu problema. Há que se baixar a nível subconsciente para se “extirpar” essa informação danosa e isto é o que precisamente a hipnose permite.

O “bisturi hipnótico” abre o terapeuta extirpa a associação patológica.

Esta informação faz com que o paciente desenvolva uma atitude positiva em relação à hipnose e queira, sinceramente, experimentá-la.

                         A hipnose como estabilizador

A hipnose pode ser uma técnica poderosa para estabilizar e desenvolver o autocontrole. Interrompe padrões de conduta, sentimentos e pensamentos negativos.

Sugestões específicas e individualizadas podem ser desenvolvidas para promover a relaxação física e mental, assim como, o fortalecimento do ego, a criatividade e a sensação de bem-estar.

Exemplo: uma sugestão amplamente usada é aquela que se sugere ao paciente que se encontra em um “lugar seguro”, onde nada lhe aborrece, onde nenhum mal pode lhe acontecer, onde é possível relaxar-se completamente.

Estas sugestões de relaxamento, bem-estar e controle têm ampla aplicabilidade e a repetição constitui os fundamentos para outras intervenções.

                              

               

A hipnose pode, ainda, ser especialmente útil para se acessar e alterar estados traumáticos e memórias traumáticas, controlando a reação afetiva durante a re-experimentação do evento traumático.

Pode, também, ser utilizada para a análise de memórias e experiências traumáticas, no término de seqüência e causalidade, de maneira que se pode elaborar uma relação coerente e focalizar o dano de um abuso sexual e outros eventos traumáticos, integrando as experiências passadas a um sentido mais positivo dentro do ‘EU” no presente.

                                Depressão

A hipnose também pode ser utilizada nos tratamentos da depressão, para que o paciente aumente os seus níveis de tolerância às frustrações, ajudando-o a separar eventos passados e presentes, e a entender que as experiências atuais podem ser mudadas. E desta forma, fazer com que ele passe da fase "reactiva" para a "proactiva"da vida.

A hipnose é aplicável, também, nos tratamentos de desordens psicossomáticas, ansiedade na relação interpessoal (falar em público) e na eliminação de hábitos destrutivos como o de fumar.

A hipnose pode, ainda, ser especialmente útil para se acessar e alterar estados traumáticos e memórias traumáticas, controlando a reação afetiva durante a re-experimentação do evento traumático.

Pode, também, ser utilizada para a análise de memórias e experiências traumáticas, no término de seqüência e causalidade, de maneira que se pode elaborar uma relação coerente e focalizar o dano de um abuso sexual e outros eventos traumáticos, integrando as experiências passadas a um sentido mais positivo dentro do ‘EU" no presente.

                               Terapia de Imaginação

O uso da hipnose é favorável no uso de técnicas imaginativas, nas quais ações específicas ou tarefas são exercitadas mentalmente, enquanto o paciente está relaxado, sentindo-se com confiança e ocupado em uma autoconversação positiva.

Neste contexto, as ações imaginadas podem ser aceleradas, desaceleradas ou freadas, enquanto que o aspecto afetivo pode ser silenciado ou acentuado enquanto o próprio paciente observa suas próprias ações, numa tela de televisão imaginária ou em um vídeo.

Técnicas projetivas imaginárias podem promover "introspecção" e assim podemos identificar as áreas com problemas que ainda não foram resolvidos.

O terapeuta também pode sugerir que através de certas condições de hipnose, que o paciente está tendo um sonho que se assemelha a uma realidade específica.

Estes sonhos podem ser úteis ao terapeuta como um veículo para descobrir quais são os assuntos conflitantes para o paciente em sua vida real, e que interferem em suas relações interpessoais.

A progressão de idade, onde o paciente projeta a si mesmo no futuro (exemplo: depois que eu resolver este problema ...), pode estimular o pensamento criativo para as possíveis soluções dos problemas. Isso ajuda o paciente a encontrar caminhos internos para lutar contra as suas dificuldades do presente e de seu futuro próximo. Também pode ser útil para o estabelecimento de metas mais longas.

                                                   Metáforas

O terapeuta também pode sugerir ao paciente que ele tem a possibilidade de se comunicar com diferentes "partes"ou componentes de sua personalidade, que ordinariamente não lhe são acessíveis.

Exemplo: sugiro que vocês que é conveniente pensar que somos compostos por "partes", como um quebra-cabeças. Cada parte tem suas próprias características, sentimentos, condutas e motivações. A meta é conhecer melhor todos esses componentes.

Também se pode sugerir metáforas, como por exemplo: que existe um observador escondido dentro dele, e com a sua ajuda ele vai ser capaz de encontrar experiências ocultas. Ele vai poder se contatar a esse observador oculto e perguntar-lhe o que quiser.

Esta técnica pode ser utilizada para desenvolver a introspecção psicológica.

É uma forma para se facilitar ao paciente a introspecção de eventos, experiências e motivos para que ele adote múltiplas perspectivas acerca de seus sentimentos e condutas Isso promove a distância e a dissociação de pensamentos e sentimentos dolorosos.

Desta forma, o "observador oculto" do indivíduo pode ser transformar em um "conselheiro interno" ou um "Eu superior", que possui uma sabedoria especial, e que pode ser contatado como assistente para a tomada de decisões e para lutar contra os eventos estressantes da vida.

                            Dessensibilização através da Hipnose

As técnicas hipnóticas podem ser utilizadas para dessensibilizar pacientes a medos e a estímulos que lhe provocam ansiedade (fobias). Isto se faz de uma forma gradual, segura e de forma controlada. Obtém-se resultados muito rápidos com a terapia de dessensibilização sistemática consciente.

Quando se administra tarefas graduadas se cultiva no paciente uma sensação de eficácia.

O paciente realiza a prática imaginária sobre hipnose como uma antecipação à prática comportamental.

                                                Auto-Hipnose

Os procedimentos hipnóticos podem ser definidos como "auto-hipnóticos" para aumentar a percepção de êxito do tratamento e a possibilidade de que o aprendizado durante a hora de terapia seja implementado na vida diária do paciente.

Repetidas vezes, e quem sabe na maioria dos casos em que a hipnose é utilizada clinicamente nos estados Unidos, os procedimentos hipnóticos são enquadrados em termo de auto-hipnose.

Muitos terapeutas informam a seus pacientes que todo tipo de indução hipnótica e também a heterohipnose devem ser consideradas como autohipnose, na medida em que os pacientes são, em último caso, responsáveis por geral e implementar os processo imaginativos, experiências e condutas que têm durante a terapia.

A auto-hipnose geralmente é ensinada introduzindo, primeiro, o paciente nas técnicas heterohipnóticas. Então, deve ser animado a ir assumindo maior responsabilidade em trazer sugestões apropriadas, para obter êxito nas metas do tratamento.

Na auto-administração de sugestões terapêuticas, o paciente substitui o terapeuta como agente ativo por um processo terapêutico.

Barber, 1985, anota que o processo de auto-hipnose minimiza os medos que freqüentemente se encontram, quando o procedimento se chama hipnose. (Exemplos: medo de estar sobre o controle do outro, medo de não sair da hipnose e medo de não estar consciente).

A auto-hipnose deve ser enfatizada, por exemplo, para tratamento de pacientes absessicvos-compulsivos.

Para isso se recomenda que o terapeuta grave a sessão, adaptando-a especificamente às necessidades do paciente, e que este leva para casa as gravações com as aprendizagens importantes, para escutá-las em sessões de auto-hipnose.

Isto serve para ir reduzindo a dependência com o terapeuta.

Quando se dá estas instruções de auto-hipnose, o terapeuta enfatiza a idéia que as respostas sugeridas na sessão se produzirão com mais facilidade na medida em que o paciente as "pratique". E que este é um recurso adicional para facilitar a superação dos problemas da vida.

                                        Sugestões pós-hipnóticas

As sugestões pós-hipnóticas também podem ser utilizadas para obter para proveito do tratamento. Também é muito bom administrar sugestões pós-hipnóticas para manter relações, fortalecer o ego etc.

Exemplo: uma sugestão hipnótica adequada é a que estabelece uma conexão entre o gesto físico de "unir o dedo indicador com o dedo polegar", e que quando o fizer isto, ele sentirá um efeito tal.

Embora quando um sentimento em particular ou uma sensação de domínio relativa a uma situação específica é obtida durante a hipnose, o terapeuta pode instruir o paciente que quando ele unir os dedos, inicie com o dedo polegar e na mesma situação da vida real, ele obterá o mesmo resultado, o mesmo sentimento e a mesma sensação de domínio sobre o evento determinado.

Exemplo: um estudante que enfrenta problemas de ansiedade quando faz provas, o terapeuta pode dizer: mais tarde, quando você for fazer exames, você unirá o seu dedo indicador com o seu dedo polegar e você se sentirá totalmente relaxado e alerta, e você renderá o máximo em seu exame.

Esta técnica de se obter relação com uma "ancoragem", como se chama, é amplamente utilizada.

Também existem frases como: "relaxe completamente", "sinta-se seguro"etc. Podem ser usadas para se desencadear sentimentos positivos.

Exemplo: em um tratamento de ansiedade relacionada ao ato de falar em público, o paciente pode associar pela hipnose uma palavra ou frase que ele pode dizer quando se apresentar a situação. Ao mencionar essa frase o paciente sentirá uma sensação de controle e de estar livre da ansiedade.

                                     Suscetibilidade à Hipnose

A princípio e teoricamente, todas as pessoas são hipnotizáveis. Devemos recordar que o processo hipnótico é um mecanismo de aprendizagem, onde o paciente aprende a entrar em transe. O terapeuta é o maestro com uns 10% de participação no processo, e o paciente é um aluno com uma participação de 90%.

Como havíamos dito, há uma correlação positiva entre a inteligência da pessoa e a rapidez com ela aprende a entrar em transe. Também há uma relação positiva entre maior inteligência de uma pessoa e a rapidez com que ela aprende qualquer coisa.

No entanto, existem personalidades que podem ser extremamente inteligentes e que resistem à aprendizagem da hipnose. Estas são as personalidades ANALÍTICAS, que quando está ensinando elas se mantêm "analisando" o que se disse e porquê se disse. Então decidem se se mantêm alertas, "conscientes".

Como a capacidade de análise do ser humano se situa no nível consciente da mente, o paciente, ao manter-se analisando, se mantém consciente e não consegue acessar o nível inconsciente de sua mente. E assim não consegue entrar em transe hipnótico.

O terapeuta deve explicar ao paciente que a arte e o segredo de se aprender a entrar em transe na PRIMEIRA sessão está em NÃO analisar e em desenvolver a arte de "sentir".

Isto será muito fácil ao paciente, pois o terapeuta o direcionará no que ele irá sentindo.

Existem outros fatores que diminuem a possibilidade de obter êxito no transe na primeira sessão, como por exemplo, a idade do sujeito. Pessoas maiores de 55 anos, geralmente, têm mais dificuldade no aprendizagem da hipnose.

Entretanto, pessoas relacionadas profissionalmente com trabalhos artísticos - artistas de televisão, teatro, cinema etc - podem ser mais suscetíveis, ainda que em idade avançada. Existe muita criatividade no inconsciente dessas pessoas. Geralmente elas são criativas e imaginativas.

As pessoas, de um modo geral, conseguem aprender as técnicas de hipnose na Quarta ou Quinta sessão. Na medida em que aumenta o número de sessão, a indução hipnótica aumenta em rapidez e profundidade.

  PARTE PRÁTICA DO CURSO DE HIPNOSE CLÍNICA

Na parte prática deste CURSO DE HIPNOSE CLÍNICA iremos ensinar uma das provas de suscetibilidade mais recomendadas e fáceis de se aplicar.

                                 INDUÇÃO HIPNÓTICA

Tradicionalmente, a indução hipnótica tem sido levada a efeito através de mecanismo de relaxamento progressivo. Se pede ao sujeito que feche os olhos e o terapeuta começa a dar-lhe instruções que relaxe todo o seu corpo, da cabeça aos pés.

Esta técnica exige um grande desgaste por parte do terapeuta, posto que a simples indução pode levar 20 minutos. Podemos imaginar um desgaste físico que implica em manter-se falando sem descanso por 20 minutos só para obter a indução.

Depois começa o processo da terapia em si, onde o terapeuta tem que se manter falando por outros 25 minutos. Se somarmos o tempo investido na conversação pré-hipnótica entre o terapeuta e o paciente, podemos chegar facilmente a uma hora falando sem descanso. Por isso, fisicamente é impossível se fazer cinco ou seis induções deste tipo ao dia.

Além do mais, temos que informar que com este método, o terapeuta desconhece se o paciente esteve verdadeiramente em transe ou se simplesmente dormiu. Tampouco se tem na prática indicadores que dêem uma idéia do nível de profundidade de um transe.

Existem estados de transes mais superficiais e outros mais profundos. Quanto mais profundo, mais rápida é a resposta do paciente ao tratamento e mais rápida é a sua recuperação.

Para finalizar, cabe destacar que para o paciente entrar em transe NÃO terá que passar, necessariamente, por um estado de relaxamento.

O autor irá demonstrar no curso de INDUÇÃO HIPNÓTICA INSTANTÂNEA

Que em alguns casos se consegue com que o paciente entre em transe hipnótico mesmo estando em pé.

             INDICAÇÕES  DE INDUÇÃO HIPNÓTICA

Neste curso os participantes aprenderão a identificar indicadores que lhe permitem saber o grau de profundidade de transe que o paciente está experimentando.

                       Hypnose noTratamentos de enfermidades mentais

(The Merck Manual of Medical Information, Simon and Schuster, Inc 1230 Ave of the Americas, New York, N.Y. 10020)

A maioria dos tratamentos psiquiátricos podem ser categorizados como:

1 - Somáticos e psicossomáticos;

Os tratamentos somáticos incluem tratamentos com drogas e eletroconvulsivos;

Os tratamentos psicoterápicos incluem psicoterapias individual, de grupo e de família. Técnicas de terapias comportamentais como preparação de relação e hipnoterapia.;

Virtualmente, todas as enfermidades mentais que não tenham origem orgânica podem ser tratadas com hipnose:

Desordens Psicossomáticas;

Somatofórmicas: hipocondríacos

Desordens de Ansiedade: generalizada, induzida por problemas físicos, ataques de pânico, fobias, desordens obserssivo-compulsivas, ansiedade pós-traumática, ansiedade aguda;

Desordens maníaco-depressivos;

Desordens alimentícias: Anorexia, Bulemia

Desordens Psicossexuais (Fetichismo)

Desordens da Função Sexual: Ejaculação precoce, Frigidez;

Desordens de Personalidade;

Dissociação;

Também se aplicam as técnicas de Hipnose para tratamentos de : dores crônicas, anestesia como substituto da anestesia química, parto sem dor, dor pré-menstrual, memória, tensão arterial essencial, tartamudez, regressões e treinamento de atletas.

  
Gostaria organizar um Seminario em seu cidade ?


 BIBLIOGRAFIA  (Hypnose e Deixar de Fumar)

Williams, J.M. & Hall, D.W. (1988). Use of single session hypnosis for smoking cessation. ADDICTIVE BEHAVIORS, 13, 205-208.

Cornwell, J., Burrows, G.D., & McMurray, N. (1981). Comparison of Single and Multiple sessions of hypnosis in the treatment of smoking behavior. AUSTRALIAN JOURNAL OF CLINICAL AND EXPERIMENTAL HYPNOSIS, 9, 61-76.

Crasilneck, H. B. (1990). Hypnotic techniques for smoking control and psychogenic impotence. AMERICAN JOURNAL OF CLINICAL HYPNOSIS, 32, 147-153.

Frank, R. G., Umalauf, R. L., Wonderlich, S. A., & Ashkanazi, G. S. (1986). Hypnosis and behavior treatment in a worksite cessation program. ADDICTIVE BEHAVIORS, 11, 59-62.

Hunt, W., & Bespalec, D. (1974). An evaluation of current methods of modifying smoking behaviors. JOURNAL OF CLINICAL PSYCHOLOGY, 30, 431-438.

Lynn, S.J., Neufeld. V., Rhue,J.W.,& Matorin, A.(1994). Hypnosis and smoking cessation: A cognitive-behavioral treatment. In S.J. Lynn, J.W Rhue,& I. kirsch (Eds.),HANDBOOK OF CLINICAL HYPNOSIS (pp 555-585). Washington,DC: American Psychological Association.

Perry, C.,& Mullin, G. (1975). The effects of hypnotic susceptibility on reducing smoking behavior treated by an hypnotic technique. JOURNAL OF CLINICAL PSYCHOLOGY, 31, 498-505.

U.S. Department of Health and Human Services. (1990) THE HEALTH BENEFITS OF SMOKING CESSATION: A REPORT OF THE SURGEON GENERAL. Rockville, MD: Public Health Service, Centers for Disease Control, Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, Office Smoking and Health.

U.S. Departament of Health, Education, & Welfare. (1990). SMOKING AND HEALTH: A REPORT OF THE SURGEON GENERAL (DHEW Publication No. PHS79-50066). Washington, DC: U.S. Departament of Health, Educatio, and Welfare, Public Health Service, Office of the Assistant Secretary for Health, Office on Smoking and Health.


         Mais bibliografia           

                Para receber informaccao em Portuguese,
                                Por favor envie email